Tecido conjuntivo adiposo
Nesse tecido a substância intracelular é reduzida, e as células, ricas em lipídios, são denominadas células adiposas.
Ocorre principalmente sob a pele, exercendo
funções de reserva de energia, proteção contra choques mecânicos e
isolamento térmico. Ocorre também ao redor de alguns órgãos como os rins
e o coração.
As células adiposas possuem um grande vacúolo central de gordura, que
aumenta ou diminui, dependendo do metabolismo: se uma pessoa come pouco
ou gasta muita energia, a gordura das células adiposas diminui; caso
contrário, ela se acumula. O tecido adiposo atua como reserva de energia
para momentos de necessidade.
Tecido conjuntivo cartilaginoso
O tecido cartilaginoso, ou simplesmente cartilagem, apresentam consistência firme, mas não é rígido como o tecido ósseo.
Tem função de sustentação, reveste superfícies
articulares facilitando os movimentos e é fundamental para o crescimento
dos ossos longos.
Nas cartilagens não há nervos nem vasos
sanguíneos. A nutrição das células desse tecido é realizada por meio dos
vasos sanguíneos do tecido conjuntivo adjacente.
A cartilagem é encontrada no nariz, nos anéis da traqueia e dos brônquios, na orelha externa (pavilhão auditivo), na epiglote e em algumas partes da laringe.
Além disso, existem discos cartilaginosos entre as vértebras, que
amortecem o impacto dos movimentos sobre a coluna vertebral. No feto, o
tecido cartilaginoso é muito abundante, pois o esqueleto é inicialmente
formado por esse tecido, que depois é em grande parte substituído pelo
tecido ósseo.
O tecido cartilaginoso forma o esqueleto de
alguns animais vertebrados, como os cações, tubarões e raias, que são,
por isso, chamados de peixes cartilaginosos.
Há dois tipos de células nas cartilagens: os condroblastos (do grego chondros, cartilagem, e blastos,
“célula jovem”), que produzem as fibras colágenas e a matriz, com
consistência de borracha. Após a formação da cartilagem, a atividade dos
condroblastos diminui e eles sofrem uma pequena retração de volume,
quando passam a ser chamados de condrócitos (do grego chondros, cartilagem, e kytos,
célula). Cada condrócito fica encerrado no interior de uma lacuna
ligeiramente maior do que ele, moldada durante a deposição da matriz
intercelular.
As fibras presentes nesse tecido são as colágenas e as reticulares.

Legenda:
- Condroblasto
- Condrócito
- Grupo Isógeno
- Matriz Cartilaginosa
Tecido conjuntivo sanguíneo
O sangue (originado pelo tecido
hemocitopoiético) é um tecido altamente especializado, formado por
alguns tipos de células, que compõem a parte figurada, dispersas num
meio líquido – o plasma -, que corresponde à parte amorfa. Os
constituintes celulares são: glóbulos vermelhos (também denominados hemácias ou eritrócitos); glóbulos brancos (também chamados de leucócitos).
O plasma é composto principalmente de
água com diversas substâncias dissolvidas, que são transportadas
através dos vasos do corpo.

Todas as células do sangue são
originadas na medula óssea vermelha a partir das células indiferenciadas
pluripotentes (células-tronco). Como consequência do processo de
diferenciação celular, as células-filhas indiferenciadas assumem formas e
funções especializadas.
Plaquetas
Plaquetas são restos celulares originados da
fragmentação de células gigantes da medula óssea, conhecidas como
megacariócitos. Possuem substâncias ativas no processo de coagulação
sanguínea, sendo, por isso, também conhecidas como trombócitos (do
grego, thrombos = coágulo), que impedem a ocorrência de hemorragias.
Glóbulos vermelhos
Glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos (do grego, eruthrós = vermelho, e kútos
= célula) são anucleados, possuem aspecto de disco bicôncavo e diâmetro
de cerca de 7,2 m m. São ricos em hemoglobina, a proteína responsável
pelo transporte de oxigênio, a importante função desempenhada pelas
hemácias.
Glóbulos brancos
Glóbulos brancos, também chamados de
leucócitos (do grego, leukós = branco), são células sanguíneas
envolvidas com a defesa do organismo.
Essa atividade pode ser exercida por fagocitose ou por meio da produção de proteínas de defesa, os anticorpos.
Costuma-se classificar os glóbulos brancos
de acordo com a presença ou ausência, em seu citoplasma, de grânulos
específicos e agranulócitos, os que não contêm granulações específicas,
comuns a qualquer célula.
Glóbulos Brancos
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Características
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Função
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| G R A N U L Ó C I T O S |
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Célula com diâmetro entre 10 e 14 mm; nucleo pouco volumoso, contendo 2 a 5 lóbulos, ligados por pontes cromatínicas. Cerca de 55% a 65% dos glóbulos brancos.
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Atuam ativamente na
fagocitose de microorganismos invasores, a partir da emissão de
pseudópodes. Constituem e primeira linha de defesa do sangue.
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Célula com diâmetro entre 10 e 14 mm, núcleo contendo dois lóbulos. Cerca de 2% a 3% do total de leucócitos.
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Células fagocitárias. Atuação em doênças alérgicas. Abundantes na defesa contra diversos parasitas.
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| A G R A N U L Ó C I T O S |
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Célula com diâmetro que varia entre 10 e 14 mm. Núcleo volumoso com forma de S. Cerca de 0,5 % do total dos glóbulos brancos.
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Acredita-se que atuem em processos alérgicos, a exemplo dos mastócitos.
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Célula com diâmetro que varia entre 8 a 10 mm. Dois tipos básicos: B e T. Núcleo esférico. Cerca de 25% a 35% do total de leucócitos.
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Responsáveis pela
defesa imunitária do organismo. Linfócitos B diferenciam-se em
plasmócitos, as células produtoras de anticorpos.
Linfócitos T amadurecem no timo, uma glândula localizada no tórax.
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Célula com diâmetro entre 15 e 20 mm. Núcleo em forma de ferradura. Cerca de 10 % do total dos glóbulos brancos.
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Acredita-se que
atravessem as paredes dos capilares sanguíneos e, nos tecidos,
diferenciam-se em macrófagos ou osteoclastos, células especializadas em
fagocitose.
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Tecido conjuntivo ósseo
O tecido ósseo tem a função de sustentação e ocorre nos ossos do esqueleto dos vertebrados.
É um tecido rígido graças à presença de matriz rica em sais de cálcio, fósforo e magnésio. Além desses elementos, a matriz é rica em fibras colágenas, que fornecem certa flexibilidade ao osso.
Os ossos são órgãos ricos em vasos
sanguíneos. Além do tecido ósseo, apresentam outros tipos de tecido:
reticular, adiposo, nervoso e cartilaginoso.
Por serem um estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam sensibilidade, alto metabolismo e capacidade de regeneração.
Quando um osso é serrado, percebe-se que ele é formado por duas partes: uma sem cavidades, chamada osso compacto, e outra com muitas cavidades que se comunicam, chamada osso esponjoso.

Essa classificação é de ordem macroscópica,
pois quando essas partes são observadas no microscópio nota-se que ambas
são formadas pela mesma estrutura histológica. A estrutura microscópica
de um osso consiste de inúmeras unidades, chamadas sistemas de Havers.
Cada sistema apresenta camadas concêntricas de matriz mineralizada,
depositadas ao redor de um canal central onde existem vasos sanguíneos e
nervos que servem o osso.
Os canais de Havers
comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa
do osso por meio de canais transversais ou oblíquos, chamados canais
perfurantes (canais de Volkmann). O interior dos ossos é preenchido pela
medula óssea, que pode ser de dois tipos: amarela, constituída por
tecido adiposo, e vermelha, formadora de células do sangue.






